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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Edgar Allan Poe: um autor legal

Antes de Sidney Sheldon, Alfred Hitchcock existia Edgar Allan Poe ou como eu gosto de dizer “o cara”.




Poe nasceu em 1809, morreu quarenta anos depois, após uma vida cheia de poesias sombrias e histórias de mistérios. Honestamente eu sinto alguns calafrios vendo a obsessão do artista no conto O retrato Oval, onde um pintor perde a sua amada em nome da perfeita pintura.

As obras de Edgar Allan Poe são repletas de histórias onde o homem perde ou mesmo mata a mulher amada, como no conto O Gato Preto. Muitas vezes os personagens principais dos contos de Poe sofrem de uma degradação moral vasta. A quem diga que isso tem sérias influencias da vida pessoal do escritor, repleta de bebedeiras, demissões por excesso de álcool e uma esposa morta por conta de uma pneumonia, Virginia.

De acordo com o livro Edgar Allan Poe: um homem em sua sombra de Ricardo Araújo, Virginia surgia como o ideal de beleza para Poe -> “Magra, com rosto de criança, olhos grandes, doente, educada...” .

Imagino que para quem nunca leu um texto do Edgar Allan Poe, ele pareça nesse momento ao equivalente gótico de um cantor de música sertaneja, mas não é bem assim, os textos de Poe envolvem mistérios e análises do escritor sobre ele mesmo, além de ter influenciado o suspense no mundo.

Os assassinatos na rua Morgue, por exemplo, os personagens principais desse conto me lembra muito quase todas as duplas de detetives que existiram na TV, embora hoje a maioria dos programas policiais trabalhem mais com a ideia de equipe com várias pessoas trabalhando para resolver um mistério ao invés de uma dupla.

Sem Edgar Allan Poe, talvez nunca tivesse existido seriados como CSI, Sobrenatural ou escritores como Stephen King.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Michel Foucault: O autor que vai te dar Bad Trip

*Antes que algum #Erudito_Maldito me xingue por conta deste post me chamando de burro, vou logo avisando, essa é a sensação que EU tenho quando leio Foucault.


Lembro da primeira vez que eu li um livro do Michel Foucault. O livro era Microfísica do Poder. Não entendi porra nenhuma naquele primeiro momento. A pergunta que me fazia era: como eu vou enrolar o professor escrevendo um texto sobre um autor que não fez sentido nenhum para mim. Cool, não?

Então lá estava eu naquela fatídica sexta a noite vendo novela (por isso o fatídica) quando eu simplesmente entendi o que estava sendo dito naquele livro, já que a novela exibia uma história onde o contexto era muito próximo do explanado no livro. Depois disso foi a onda, naquela mesma noite entendi alguma coisa do livro conversando com minha namorada, ouvindo música e por aí vai. Foi quase uma Bad Trip, durante uma semana vi Michel Foucault aonde eu ia.



Não tenho certeza se para mim é mais fácil aprender assim, mas existem autores que só podem ser entendidos quando você está dentro do contexto do livro, caso contrário você vai ter que enrolar seu professor.

Eu particularmente gostei da minha Bad fucaultiana, não que eu tenha me tornado um especialista nesse autor, Só devo ter lido uns quatro livros dele, mas se você está fazendo pesquisa dentro da área de humanas, camarada, comece com algum livro de Michel Foucault, esse autor é que nem aquele seu vestido preto que serve para todas as ocasiões.

Bibliografia do cara:

• Doença Mental e Psicologia, (1954);

• História da loucura na idade clássica, (1961);

• Nascimento da clínica, (1963);

• As palavras e as coisas, (1966);

• Arqueologia do saber, (1969);

• Vigiar e punir, (1975);

• História da sexualidade:

o A vontade de saber, (1976);

o O uso dos prazeres, (1984);

o O Cuidado de Si, 1984;

• Ditos e escritos; (2006);

• Teorias e instituições penais; (1971-1972)

• A sociedade punitiva; (1972-1973)

• O poder psiquiátrico; (1973-1974)

• Os anormais; (1974-1975)

• Em defesa da sociedade; (1975-1976)

• Segurança, território e população; (1977-1978)

• Nascimento da biopolítica; (1978-1979)

• Microfísica do Poder; (1979)

• Do governo dos vivos; (1979-1980)

• Subjetividade e verdade; (1980-1981)

• A hermenêutica do sujeito; (1981-1982)

• Le gouvernement de soi et des autres; (1983)

• Le gouvernement de soi et des autres: le courage de la vérité; (1984)

• A Verdade e as Formas Jurídicas; (1996)

• A ordem do discurso; (1970)

• O que é um autor?; (1983)

• Coleção Ditos e escritos;(5 livros),(2006)

Fonte: Wikipédia