Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Mostrando postagens com marcador coisas legais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coisas legais. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Cavalete Parade: um movimento muito legal




O Cavalete Parade está tranquilamente na minha lista de movimentos mais legais que eu já vi na vida. A ideia é bem simples: sabe esses cavaletes que políticos colocam em locais onde isso não é permitido? Pois é. Esses camaradas se juntam em galera e transformam aqueles pedaços de poluição visual em arte urbana.
\
O pessoal é bem específico quanto às regras, só podem ser customizados cavaletes que estejam em espaços proibidos das cidades. Curti muito tudo isso.

O Cavalete Parade me parece mais um movimento de recuperação do espaço urbano por parte da população, nada mais justo, afinal quem vive nessa porra somos nós. Cada vez mais as pessoas estão interessadas em se livrar desse mundo de casas trancadas, onde as ruas são perigosas demais para nós.


Acho que o mais interessante desse movimento é ver uma retomada das ruas para a população. Atualmente parece que as cidades pertencem aos bandidos, aos políticos, mas não ao cidadão que vive nela. 


sexta-feira, 8 de junho de 2012

O que você quer? Tchu, tcha ou outra coisa?


sábado, 12 de maio de 2012

O exorcista racional

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Nem todo sofrimento é culpa do homem

Em minhas pesquisas sobre comportamento sexual feminino para o meu TCC (trabalho de conclusão de curso) notei algo realmente perturbador enquanto homem que sou. Que porra de mania é essa existente onde nós , machos, somos os responsáveis por todos os malditos problemas da terra.

Vai me dizer que vocês nunca ouviram uma mulher te responsabilizar pela vida infeliz que ela leva, sendo que nada a impede de ir embora quando quiser.

 Com a modernidade certamente a identidade cultural que ficou mais confusa foi a do homem. Somos exigidos a respeito de sensibilidade pelas novelas, mas no mundo real isso é visto como sinal de fraqueza. Chore na frente da sua namorada e é provável que ela não vá ver você com bons olhos.

Os homens estão confusos sobre o que é ser homem, por não mais querer serem vistos como o grande problema da humanidade. Mas as mulheres querem esse cara ? Escuto continuas histórias de companheiros que tratam suas namoradas como domésticas e garotas com namorados nada legais. Então tenho minnhas dúvidas a respeito da opinião da mulheres sobre esse macho moderno.

O interessante é que se fala muito pouco sobre o homem especificamente, a maioria dos artigos que eu encontrei sobre sexualidade trata da mulher de homossexuais, adolescentes.

Do homem heterossexual pouco se fala. É como se a gente fosse uma peça obsoleta da sociedade, mas o macho  ainda existe e estamos por aí tentando sobreviver em um mundo onde a identidade masculina é algo cada vez mais confuso.

 Não estou pedindo peninha, só acho que talvez seja hora de tirar o aspecto de vilão dos seres de pênis para que todo mundo esteja em conjunto no debate

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quem não sente falta da TV Manchete?

Quando eu era criança eu não chorei quando meu cachorro morreu, muito menos quando o Brasil perdeu o penta na França em 1998 (na época eu tinha 10 anos). Mas gente, como eu fiquei indignado quando fecharam a TV Manchete, e sim, eu chorei. Essa talvez tenha sido a única emissora brasileira a respeitar a criança de verdade. Onde foi que a gente descobriu cavaleiros do Zodíaco? Jaspion? E outras tantas coisas que fizeram a infância da gente que tem mais de 22 anos como eu.

Tenho plena consciência de que as coisas acabam, mas sinto Falta da TV Manchete até hoje. Em tempos de dias das crianças resolvi buscar no You Tube abertura dos meus programas favoritos. Diga se você não queria que os anos de 1990 voltassem?

 OBS: Destaque para essa abertura fodástica do Kamen Rider Black RX (eu tinha o boneco de ação!)

OBS2: Estou falando do Kamen Rider verdadeiro, não aquela maldita refilmagem americana.













Um livro legal: Sexo secreto: Temas polêmicos da sexualidade

O livro Sexo secreto: Temas polêmicos da sexualidade como o próprio nome já diz trata sobre conceitos relacionados ao sexo que muita gente considera tabu, só que relacionando isso a questões educativas. Esse trabalho  escrito por Claudio Picazio contando ainda com a colaboração de Eduardo Bittencourt, Rogério Brugnera e Alexandre R. Araujo foi um dos textos que eu usei como fundamentação teórica para o meu trabalho de conclusão de curso (TCC).



 Já no início o texto lembra uma das coisas mais primordiais para um trabalho que envolve sexualidade que é manter a mente aberta, sem pré-julgamentos, mas com informações precisas. Esse livro me ajudou muito quando eu estava fazendo meu Trabalho de Conclusão de Curso sobre comportamento sexual feminino nesse início de século (qualquer dia desses eu divido mais desse trabalho com vocês).

Lembro que em Sexo secreto: Temas polêmicos da sexualidade eu não achei somente justificativa para algumas das minhas ideias, mas também encontrei vários conceitos novos, alguns deles serviram para que eu abrisse mais a minha cabeça.

Se você está fazendo qualquer trabalho relacionado à sexualidade esse livro é o mínimo que você deve ler. Ele faz parte da sua literatura básica.

domingo, 9 de outubro de 2011

Senhora Voorhees: minha serial killer favorita de filmes de terror

Antes de começar a ler esse post, vou logo avisando que ele tem revelações sobre o enredo do filme Sexta-feira 13 (1980).



Pamela Voorhees é de longe a minha serial killer favorita de filmes de terror. Na verdade acho que eu vi poucos trabalhos  onde o assassino em série era uma mulher. Acho que só Pânico II, na Lâmina do Machado e mais uns dois filmes que eu tenha assistido tinha como matador uma mulher.

Ser a mãe do Jason faz da senhora  Voorhees a virgem Maria dos filmes de terror slasher. Essa personagem aparece praticamente apenas no primeiro Sexta-feira 13 (1980), mas foi responsável por criar um dos maiores ícones da cultura pop.  Aquele assassino com máscara de hockey que a gente adora.

Nesse primeiro Sexta-feira 13 o Jason é que quase não aparece,  não tem a máscara, é só um guri deformado, ele nem mata ninguém . Diferente de Pamela Voorhees. O interessante é que a gente não sabe quem está matando quem até o final do filme quando a senhora Voorhees aparece e começa a perseguir a protagonista com um facão enorme. Acho o legal dessa cena é que ela mostra a loucura da mãe do Jason que fica imitando a voz do filho falando “mata eles mãe”. 

Pamela Voorhees tem uma grande importância na história do Jason, afinal, se não fosse ela o nosso herói mascarado não cresceria protegido dos males do mundo para estripar pessoas algum tempo depois. A senhora Voorhees é o que torna o sexta-feira 13 de 1980 o melhor de todos. É muito provável  que sem essa progenitora ficcional o Jason fosse apenas mais um dos assassinos que passaram pelos anos de 1980 e ninguém lembra. Pamela Voorhees pariu muito mais do que o Jason, ela deu a luz a um clássico.

Obs: Esse post simplesmente desconsidera o Sexta-feira 13 remake (2009) , pois para o Isto é uma banana remakes não são legais, simples assim.

sábado, 8 de outubro de 2011

Um som legal que eu achei por aí: Lucy and The Popsonics

Meu encontro com a Lucy and the Popsonics veio quando eu estava fazendo coisas legais por aí e me deparei com a necessidade de ouvir coisas igualmente legais. Como aqui nesse blog a gente não gosta de ficar perdendo tempo fingindo que sabe de música,  decidimos só postar o som dos caras.


 













A gente aqui do banana acredita em qualquer banda que tenha uma música chamada Eu quero ser seu tamagoshi

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Dica de Filme: Pi (1998)

Esse entra fácil na lista dos filmes mais criativos que eu já vi na vida. Com imagens em Preto e Branco, PI, conta a história de Max, um cara que é um tipo de fodão da matemática e cria um computador para descobrir qual a sequência completa do número PI.



 O interessante é como o filme mostra que toda a sabedoria de Max o torna extremamente desajustado, não especial. O cara sofre de dores de cabeça e não consegue lidar com as pessoas. Em uma das cenas em que isso se torna mais evidente a vizinha do personagem principal demonstra interesse sexual no rapaz que fica completamente desconsertado, dá as costas e vai embora.

Como se não bastasse todos os problemas na cabeça de Max, ele ainda era perseguido por um grupo religioso que tem interesse nos “poderes místicos” do número PI, assim como algumas pessoas em Wall Street que querem ganhar uns trocados.

 A trilha sonora em Pi é um caso a parte. Com batidas pesadas de música eletrônica combinada com cenas perturbadoras, essas canções vão te lembrar tudo menos uma rave. Ao menos não uma rave em que você ficou sóbrio e não teve uma bad trip. Em uma das cenas mais psicóticas do filme, Max em um acesso de dores de cabeça vê um cérebro no chão de uma estação de metrô e o cutuca com uma caneta.





Pi, é um filme que pode mexer com a sua cabeça, então se você tiver tendências a delírios paranoicos não veja esse filme ou vai dar merda pro seu lado. Sei de um amigo meu que achou uma boa ideia assistir esse filme enquanto usava drogas e agora ele vê Pi em tudo quanto é canto. Mas para você que não é dado a crises de pânico por achar que alienígenas implantaram um chip de localização na sua cabeça é um filme legal.

Você pode achar Pi para download no blog clássico para nós fãs de filmes doidos: o cinema cultura.

O que eu faria para me divertir esse final de semana em Salvador

Para quem não sabe, após  a finalização do meu trabalho de conclusão de curso (TCC) eu fui exilado, expulso de Salvador. Desde então, todos os dias, quando eu olho meu maldito facebook   vejo alguma lugar para onde eu iria se estivesse na capital baiana. Então resolvi fazer uma lista de coisas que eu faria esse final de semana se não fosse um blogueiro pobre e estivesse em Salvador.




1 - Eu não sou o maior fã do mundo do circuito Sala de arte de cinema, entretanto o filme Elvis e Madona merece essa ida ao cinema da UFBA. Esse trabalho conta a história da motoqueira Elvis e do travesti Madona, uma quer ser fotografa, a outra produtora de teatro. Não vi esse filme ainda, mas tô morrendo de vontade ver. Quem for assistir, por favor, post uma breve resenha nos comentários desse blog.

Dias e preços:  Sexta: R$16,00 e R$ 8,00 - Sábado, domingo e feriados: R$18,00 e R$ 9,00

Local: Av. Reitor Miguel Calmon, s/n. Vale do Canela. Ao lado das Faculdades de Educação e Administração – PAC (Pavilhão de Aulas do Canela).

 2 - Sábado, 8 de outubro, vai tá rolando na praia dos livros a festa Cantando Cartola, onde a cantora Lane Quinto com o acompanhamento do violão de Daniel Santana. Onde: Espaço cultural sebo praia dos livros (largo do porto da barra) Quando: 8 de outubro (sábado) - 21h. Quanto: R$10,00(dez conto)

3- Graças a Mostra Sesc de artes, durante toda a semana no teatro Sesc- Senac Pelourinho tá rolando um monte apresentações legais. Esse final de semana vai ter:

07 de outubro, sexta-feira, 20h tem a montagem “Pouco amor não é amor” onde quatro personagens fantasiam encontros amorosos. O ingresso inteiro é R$ 10,00 (dez paus), R$5,00 (cinco paus) meia te dando entrada também para o som da banda Chita Fina que começa às 21h que tem o mesmo preço de entrada da peça. Me amarrei nessa casadinha

08 de outubro, sábado, 17h, tem a montagem “por quê? Qual? Que bicho é esse?”. O espetáculo é uma recital  de histórias com  diversos contos. A entrada é gratuita. Dia 08 de outubro também no esquema da casadinha. Você pode ver a peça de teatro “Rebu”(20H) e o ingresso também vale para o show Bailinho de Quinta (21h) que visa reavivar os antigos bailes de carnaval . O ingresso inteiro é R$ 10,00 (dez paus), R$5,00 (cinco paus) meia. Eu já comentei o quanto curti essa onda de ingresso casado?

 Onde: Teatro Sesc –Senac Pelourinho
 Quanto: R$10,00 e R$5,00.

 4 Mais uma peça. O espetáculo Cipriano estréia nesse sábado, 08, a partir das 20 h no teatro Raul Seixas. Cipriano conta a história de uma família desestruturada, pobre e cheia de conflitos inescrupulosos. R$10,00 (dez paus) entrada.


 Onde: Espaço cultural Raul Seixas
Quando: 08 de  outubro
Quanto: R$10,00 (dez paus)



Essa seria minha lista, espero que sirva para vocês.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Banana do Inferno: A diferença entre fanáticos e religiosos






Videocast do Isto É Uma Banana. Já  pedimos desculpas por mostrar essa merda.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

TEASER QUINTA TRASH 6


QUINTA TRASH 6 from Daniel Lisboa on Vimeo.

Acho o conceito dessa festa muito legal. Parabéns para quem monta esse negócio.

Quando: 6/10 - QUINTA - 22H
Quanto:  R$15
Onde: Centro - Carlos Gomes. Ed. Bariloche. N 133.
Mais informações no site: http://www.carlosundergomes.org/

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Máskara em HQ contra as adaptações cinematográficas chatas.

Eu me lembro quando saiu o filme O Máskara (1994). Eu era criança, mas eu me lembro. Recordo que li a sinopse e minha mãe alugou o vídeo sem que eu pedisse. Tudo que veio na minha cabeça naquele momento foi “que tédio”. Sensação que não viria até mim se eu tivesse tido acesso  a HQ (história em Quadrinhos) O Máskara responsável por inspirar o filme.


 No HQ aquele herói retardado que aparece no filme simplesmente não existe, pois o Máscara dos quadrinhos é muito sanguinolento, muitos chegam a comparar o personagem ao coringa do Batman. Honestamente fiquei meio puto da vida quando soube disso. O Máskara seria um filme muito melhor caso fosse mais próximo dos quadrinhos. Entendo que uma produção popular precise ser produzida de forma que garanta lucro, mas isso não quer dizer que se deva perverter uma obra de tal forma que ela perca o seu sentido original.

Não que o Máscara da HQ seja um exemplo de discurso filosófico sobre a vida e a morte, na verdade o que rola mesmo é violência gratuita, mas ainda assim é mais interessante que aquele merdinha que aparece no filme e no desenho animado.



 Não sou desses fãs de quadrinhos que exigem que as adaptações cinematográficas sejam idênticas aos originais em revista. Cada qual em sua linguagem, pois existem elementos narrativos que ficam legais no HQ, mas no cinema uma bosta. Entretanto também perder toda a essência do produto também não é legal.

 Você assistiria um filme onde Karl Marx é representado como um rico empresário explorador do proletário? Nem eu. Acho que essa galera tem que tomar mais cuidado nessas adaptações ou então esse bando de filmes baseados em quadrinhos só vão dar vergonha alheia.

Pinheiros de natal se vingam de massacre ecológico no curta Treevenge




Imagine essa: pinheirinhos de natal matando gente em represália a árvores mortas durante a festa que representa o nascimento de Jesus Cristo. É um curta de 16 minutos cheio de sangue é  indicado para os fãs o gênero como eu.

Essa trash crítica ecológica foi dirigida por Jason Eisener responsável pelo Hobo With a Shotgun, mais um dos filmes pertencentes ao projeto Grindhouse criado por Quentin Tarantino e Robert Rodrigues.



Obs: desculpem, mas eu não achei cópias com legendas em Português, entretanto acredito que dá para ter uma idéia do que é o vídeo apenas assistindo. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Histórias sobre revistas eróticas

 Os primeiros exemplos próximos do que viria a ser uma revista erótica no Brasil estão datados do final do século XIX. A principal delas teria sido a Rio nu que durou de 1898 à 1916, essa revista se inspirava em trabalhos europeus do gênero, mas ainda assim tinha muito mais conteúdo de humor que sexual.

 Nessa mesma época muitos cabarés vendiam pequenos panfletos pornográficos, que não eram muito bem vistos pela polícia responsável por apreender esse tipo de material. É importante falar que oficialmente o primeiro nu completo publicado em uma revista no Brasil teria sido em 1925, entretanto pouco se sabe sobre as publicações eróticas clandestinas, muitas delas poderiam conteúdos que iriam mais além que o nu.

 No ocidente a Dinamarca foi o primeiro país a legalizar a pornografia com imagens de nu completo e sexo explícito em 1969, muitos outros países escandinavos seguiram esse mesmo caminho.

 Em 1975 a editora abril lança a Revista do Homem que na verdade era a versão brasileira da Playboy, entretanto a ditadura militar não permitiu a utilização do nome original que só pode ser usado em 1979.

A  ditadura militar não permitia que nessas revistas aparecessem o nu completo, apenas do tórax para cima. A primeira vez em que isso foi autorizado, aconteceu já no início da década de 1980 pela revista Ele Ela que tinha como proposta ser lida pelo casal, devido aos seus textos que tratavam de relacionamentos e mulheres. A partir daí as portas foram abertas, vários títulos pornográficos começaram a surgir, muitos deles com imagens de sexo explícito.

 Nessa época também começou a divisão entre revista pornográfica e erótica no Brasil. As pornográficas possuíam mais fotografias de sexo, menos textos e anunciantes. A erótica tinha menos nudez, bastante textos, anunciantes, além de ser produzida com um material de mais qualidade melhorando estilo das fotografias.

Hoje com a Internet e pirataria a pornografia se tornou algo de muito fácil acesso, qualquer garoto com um computador pode baixar revistas eróticas e ou ver vídeos de sexo no You tube. A pornografia na verdade ganhou até  um ar de glamour, embora o artista que faz arte erótica ainda não é muito bem visto por muitos. Lembro-me da declaração da Mara  Maravilha que posou nua nos anos de 1990 "eu me senti prostituída" ela disse .

Pornografia é sempre um assunto que leva as pessoas a terem reações exageradas, e mulheres que participam do processo de produção disso são mal vistas por diversos setores da sociedade que fingem nunca terem batido uma punheta.


Com informações do livro:Das maravilhas e prodígios sexuais: a pornografia "bizarra" como entretenimento por Jorge Leite Júnior

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mais mulheres deveriam cantar pagode baiano

Sim, o título desse post é esse mesmo. Não, eu não estou bêbado.

 Muito se fala sobre as letras escrotas de músicas compostas para o pagode baiano. Duplos sentidos que tirariam dignidade da mulher. O que é verdade, muitas bandas pegam pesado, não engulam essa conversa de que “a maldade está na cabeça dos outros”.


O contexto dos enunciados de muitas canções desse ritmo é relativamente indigno com a figura feminina. Então por qual razão seria interessante mulheres cantando esse tipo de música? A ideia mudaria simplesmente por completo. Quem faz o discurso é tão importante quanto o discurso em si.

Senta que lá em história: Nos séculos XVIII e XIX era comum mulheres simplesmente não poderem sair de casa por conta de seus maridos, que aprisionavam suas esposas e filhas temendo que essas se jogassem diante de um galanteador qualquer. Trancar as mulheres da casa era uma forma também do homem mostrar quem mandava naquela sociedade de merda, afinal, homens em todas as épocas da humanidade sempre estiveram preocupados em provar a sua masculinidade.

 Se em 2011, com lei Maria da Penha, delegacia da mulher, policiais femininas ocorrem diversos casos de maridos que estupram suas esposas, imagine isso a 150, 100, 50, anos atrás. A identidade delas era basicamente seu papel social de esposa e mãe, a outra opção era ser marginalizada da sociedade.

 Nesse contexto histórico um homem gritando em um microfone “toma negona” me parece algo que vai além do gosto musical duvidoso, entra em um mundo muito do escroto onde a mulher vem a ser apenas um objeto do homem (ao menos essa é uma das interpretações possíveis).



 Uma mulher cantando “toma negão, na boca e na bochecha” ganharia outro sentido, quase revolucionário. Se for imaginado uma mulher “interpretando” uma música onde o homem é o objeto sexual, as coisas mudam de figura relativamente, pois elas são inserida no debate. A maioria das cantoras que eu vejo por aí estão cantando chatices românticas e fazendo cópias muito estranhas da Lady Gaga, a questão sexual na música baiana é muito mais ligada a cantores homens.

 O contexto do pagode baiano nesse sentido é muito parecido com o da pornografia, que recebeu muitas acusações a respeito de como ela era masculinizada. Já ouvi falar de relatos de feministas que pediam a proibição de vídeos eróticos. Então surge na Alemanha Erika Lust responsável por fazer filmes pornôs para mulheres, uma idéia interessante pra caralho que coloca a mulher no centro das conversas sobre fantasias sexuais.

 Acho que colocar mais mulheres para cantar esse tipo de música uma forma muito mais eficiente de se tratar do machismo que muitos projetos de lei que andam circulando por aí. Mas relaxem, eu tenho plena consciência que minha opinião não é importante.

 Com informações do livro : RETRATOS DE MULHER - O COTIDIANO FEMININO NO BRASIL SOB O OLHAR DE VIAGEIROS DO SÉCULO XIX de TANIA QUINTANEIRO

domingo, 25 de setembro de 2011

Um pouco de Clark Gable

Clark Gable foi sem dúvida um símbolo de homem de sua época. Conseguia trabalhar sem está ligado diretamente a um estúdio devido ao seu carisma com o público feminino. Durante muito tempo cultivou como sua marca registrada o belo sorriso e um fino bigode, bem típico para aquele tempo.

 Quando grandes estrelas de Hollywood caiam feito moscas devido a chegada do cinema mudo Clark Gable se adaptou bem a mudança, mantendo sua carreira e estrelando seu primeiro filme falado O deserto pintado(1931).

 O interessante é que a propaganda dessa época vendia Clark Gable como membro de um dos casais perfeitos de Hollywood, enquanto produtores  o ajudava a conseguir prostitutas através de um serviço criado pelo estúdio para evitar chantagens e doenças sexualmente transmissíveis. O mais bizarro é que essas garotas de programa eram aspirantes a estrelas que não deram certo. Comenta-se que dormir com Clark Gable, era coisa para mulheres selecionadas, pois uma noite com o cara poderia ajudar na carreira delas.



 A consagração como ator veio no filme E o vento levou onde interpretou Rhett Butler. Com esse papel Gable ganhou uma indicação ao Oscar, além de fixá-lo para sempre como o homem que as mulheres queriam ter em suas vidas. Obviamente no mundo real não era bem assim. Gable tinha uma vida pessoal bem caótica. Cinco casamentos, várias traições e divórcios.

 Talvez Clark Gable seja o maior exemplo de como os mitos de Holywood já estiveram envolvidos em uma atmosfera muito mais sexual e confusa devido a necessidade de uma propaganda “respeiável” a respeito de suas imagens.

Com informações de :Grandes Astros do Cinema Por Paulo Silva Lopes e A VIDA SEXUAL DOS IDOLOS DE HOLLYWOOD Por NIGEL CAWTHORNE

sábado, 24 de setembro de 2011

Dica de filme: Surplus

Surplus é um dos documentários mais interessantes que eu já tive o prazer de assistir. Imagino que vocês devam estar pensando “mas documentário não é quase sempre chato?”. Digamos que esse formato de produção tem um público pequeno  no Brasil. Entretanto Surplus é o tipo de filme que é tudo, menos chato.



 Para começar Surplus não tem aquela linguagem típica de documentário que conhecemos com sequências de entrevistas emendadas uma na outra. Através de repetições de imagens e música eletrônica esse filme cria uma narrativa bem incomum para um filme de não-ficção.



Surplus trata de como a vida nesse planeta está ficando uma bosta por conta dos nossos hábitos de consumo. O filme começa ao som de música eletrônica que ao fundo possui uma voz discursando sobre a importância de se proteger a democracia.

 Esse filme cria uma narrativa lógica através da nossa cultura do remix sobre que caminhos estamos tomando para nossas vidas. Não só falando de questões ambientais. Em um dos momentos mais interessantes de Surplus é contada a história de um jovem que teria ficado rico muito cedo, mas estava angustiado. “minha mãe uma vez me disse que desejava que eu nunca tivesse ganhado tanto dinheiro”falou o rapaz na entrevista (Eu acho que eu nunca vou ouvir isso da minha mãe devido a minha pobreza blogueira)

 Sem dúvida Surplus é o tipo de filme em que você desconfia dessa democracia toda trazida pelo capitalismo, mas ainda assim não consegue ver muitas perspectivas além disso (ou será que eu estava meio deprimido quando vi o filme?)


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Insegurança com o corpo pode fazer mulheres perderem o desejo sexual

Não que uma mulher com mais de 100 quilos seja interessante, mas paranóia também não é algo realmente sexy



. Muitas mulheres ficam tão preocupadas em seguir algum tipo de padrão de beleza que quando não atingem esse formato de existir praticamente entram em parafuso. O homem percebe e se irrita com isso quando nota que a namorada ou esposa não fica despida diante dele ou só quer fazer sexo com a luz apagada.

 O mais assustador é que essa procura pela beleza institucionalizada pode levar a mulher à perda de libido sexual, afinal, quem vai conseguir transar e ter orgasmos quando se está preocupada com aquela barriguinha? Se você tem vergonha do seu corpo dificilmente vai conseguir fazer coisas legais como tirar a roupa para transar.

 O interessante é que esse nervosismo da mulher com o próprio corpo pode até vim do padrão de beleza criado socialmente, mas a maioria dos homens não está procurando esse padrão. Ou seja, grande parte dos machos do mundo estão cagando e andando se você tem celulite ou não.



 Para a pesquisadora Miriam Goldemberg a busca pelo corpo perfeito é chega mesmo a ser um retrocesso as liberdades femininas adquiridas nos últimos anos. Faz sentido. No lugar de patriarcado, academias. Para piorar essa situação ainda encontramos revistas que oferecem magreza com chás malucos e dietas alimentares retiradas de locais saudáveis como campos de concentração.

 No final das contas acho que é preciso equilíbrio com os nossos corpos (puta merda,mão acredito que vou terminar com esse post com esse papo natureba brega). Nem de mais, nem de menos.

*Com informações do livro: De perto ninguém é normal: estudos sobre corpo, sexualidade, gênero e desvio por Miriam Goldemberg