Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Mostrando postagens com marcador machismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador machismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Tenta beijar ESSA mulher a força durante o carnaval


É muito fácil ser violento com quem tem menos força física que você. Quero ver se o machão se mete com quem pode com ele.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Revolta do Dia (da semana, do mês, do ano, de sempre)

Vamos aos fatos que me levaram a ter pequenas revoltas e querer expressá-las....Argh, sério, estava me angustiando ter que pensar nessas coisas e não saber como jogá-las para bem longe de mim.

Primeiro:
Machismo = Ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio
Mulher Machista = Ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio ódio


Eis o papo:
Eu: Ah não costumo comprar carne, pois não sei escolher, ver qual o tipo melhor e talz...

Mulher 1: Hum, você tem que aprender, você não vai casar não é?

Eu: NÃO!

Mulher 1: Ah, e se casar, quem vai cuidar do marido?

Eu: Ele mesmo!

Mulher 2: Ah, e é assim que funciona é?

Eu: Claro. Ele come da mesma forma que eu, ele suja da mesma forma que eu, então porque apenas eu tenho que cuidar das coisas da casa? Ou ele faz comigo, ou ele paga uma empregada para fazer, ou ele volta para a casa da mãe, pois eu não vou fazer sozinha não.

Mulher 2: Ah, na prática não é bem assim não, no final, a responsabilidade é sua.

Eu: Então eu não caso nunca, pronto, assunto resolvido! Se for para casar, com certeza não vai ser com alguém que pense dessa forma declaradamente machista.

Enquanto as duas ficaram tentando me convencer que “não é bem assim não”, eu saio do ambiente, pois já estava vendo que elas iam continuar defendendo a posição machista, e eu definitivamente não tenho paciência para esse tipo de coisa.
Sério que uma altura dessas eu ainda tenho que ouvir coisas como essa? Quem é a louca que casa para cuidar dos filhos dos outros? Sério, porque o rapaz vem com os péssimos hábitos adquiridos na casa da mãe sem noção que reforça essa posição machista, então... quando casar, a maioria dos homens acha que irá morar com a mulher para fazer dela a sua esposa/empregada...
Nem nos sonhos mais alucinantes desses senhores que isso vai se perpetuar, pelo menos não comigo. Quanto desaforo!
E o pior, essas mulheres acham que é normal, que elas tem que cuidar disso tudo mesmo: trabalhar, cuidar dos filhos, cuidar da casa, cuidar do marido...
Que ódio de quem pensa assim e de quem ensina os filhos e filhas a pensarem dessa mesma forma.
Ou lava o que sujou, ou paga para alguém lavar, ou volta para a casa da mãe sem noção que reforça essa posição machista!
E tenho dito!
Homem folgado e sem noção não cola não, se vier botando banca vai para a lindíssima rua!!!

Pronto, já externei a minha primeira revolta!
Agora vamos a segunda...
Fátima Bernardes e Patrícia Poeta.
Se você esteve no Brasil por pelo menos cinco minutos durante esta quinta já sabe do que eu estou falando.
Olha, primeiro, eu sou formada em Jornalismo, ok?
Mas isso não significa eu me importe com o que acontece no saco da Globo e no saco do Jornal Nacional.
Quem ainda assiste Globo minha gente!? Sério que você ainda se informa vendo Jornal Nacional...?
C@r@Lh# meu irmão, muda essa rotina!!!

Vou lhe dizer uma coisa: Quer irritar um jornalista? Pergunte a ele quando ele vai aparecer na Globo, quanto ele vai substituir Fátima Bernardes/William Bonner na bancada do Jornal Nacional.
Estão aí duas coisas irritantes de gente que acha que Jornalismo é só televisão, e que só existe a Rede Globo no Planeta Terra.

P#RR@, é sério isso!? Então, quando acontece essa coisa entediante de quem sai do jornal, de quem entra, pronto, o povo acha que isso é interessante.
E as pessoas falam comigo imaginando que eu acho isso interessante, pois eu sou jornalista. Acreditam realmente que a minha meta profissional é ir para a Globo. Faz-me rir!
Nesses momentos eu realmente penso que eu seria mais feliz em outra profissão.



Eu vou virar bicho-grilo, ok!? Em um lugar sem machista e sem televisão! E ponto final.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mais mulheres deveriam cantar pagode baiano

Sim, o título desse post é esse mesmo. Não, eu não estou bêbado.

 Muito se fala sobre as letras escrotas de músicas compostas para o pagode baiano. Duplos sentidos que tirariam dignidade da mulher. O que é verdade, muitas bandas pegam pesado, não engulam essa conversa de que “a maldade está na cabeça dos outros”.


O contexto dos enunciados de muitas canções desse ritmo é relativamente indigno com a figura feminina. Então por qual razão seria interessante mulheres cantando esse tipo de música? A ideia mudaria simplesmente por completo. Quem faz o discurso é tão importante quanto o discurso em si.

Senta que lá em história: Nos séculos XVIII e XIX era comum mulheres simplesmente não poderem sair de casa por conta de seus maridos, que aprisionavam suas esposas e filhas temendo que essas se jogassem diante de um galanteador qualquer. Trancar as mulheres da casa era uma forma também do homem mostrar quem mandava naquela sociedade de merda, afinal, homens em todas as épocas da humanidade sempre estiveram preocupados em provar a sua masculinidade.

 Se em 2011, com lei Maria da Penha, delegacia da mulher, policiais femininas ocorrem diversos casos de maridos que estupram suas esposas, imagine isso a 150, 100, 50, anos atrás. A identidade delas era basicamente seu papel social de esposa e mãe, a outra opção era ser marginalizada da sociedade.

 Nesse contexto histórico um homem gritando em um microfone “toma negona” me parece algo que vai além do gosto musical duvidoso, entra em um mundo muito do escroto onde a mulher vem a ser apenas um objeto do homem (ao menos essa é uma das interpretações possíveis).



 Uma mulher cantando “toma negão, na boca e na bochecha” ganharia outro sentido, quase revolucionário. Se for imaginado uma mulher “interpretando” uma música onde o homem é o objeto sexual, as coisas mudam de figura relativamente, pois elas são inserida no debate. A maioria das cantoras que eu vejo por aí estão cantando chatices românticas e fazendo cópias muito estranhas da Lady Gaga, a questão sexual na música baiana é muito mais ligada a cantores homens.

 O contexto do pagode baiano nesse sentido é muito parecido com o da pornografia, que recebeu muitas acusações a respeito de como ela era masculinizada. Já ouvi falar de relatos de feministas que pediam a proibição de vídeos eróticos. Então surge na Alemanha Erika Lust responsável por fazer filmes pornôs para mulheres, uma idéia interessante pra caralho que coloca a mulher no centro das conversas sobre fantasias sexuais.

 Acho que colocar mais mulheres para cantar esse tipo de música uma forma muito mais eficiente de se tratar do machismo que muitos projetos de lei que andam circulando por aí. Mas relaxem, eu tenho plena consciência que minha opinião não é importante.

 Com informações do livro : RETRATOS DE MULHER - O COTIDIANO FEMININO NO BRASIL SOB O OLHAR DE VIAGEIROS DO SÉCULO XIX de TANIA QUINTANEIRO