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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Contos eróticos ainda causam constrangimento

 Não estamos mais na época do Marquês de Sade, onde escrever textos de conteúdo sexual te manda para a cadeia, mas ainda existe gente que fica muito envergonhado em lidar com a temática. De acordo com Simone Mnovas responsável pelo Blog Mulheres Novas que é dedicado a esse tipo de conteúdo o público tem gente que fica nervosa ao lidar com esse tipo de conteúdo.

 “Assuntos sobre sexo sempre rendem um bom público, mas é difícil de divulgar mesmo assim, não só pela concorrência, mas também porque a maioria das pessoas não quer ser relacionada com esse tema” comenta Simone que afirma ser muito mais fácil conseguir uma interação com público em outras temáticas, como comédia, por exemplo.

 Em parte isso acontece, por todo mundo ainda ter muita vergonha de falar de sexo, não é um assunto fácil, é verdade. Todo mundo possui os seus pudores e traumas nesse sentido e nem sempre essa coisa deve ser pública.

 Existe a ideia de que hoje se fala do assunto mais abertamente, mas será mesmo? Quem nunca ouviu comentários cretinos por falar de sexo em ambientes considerados inadequados? Falar de sexo não vai fazer você ser preso como o camarada Marques de Sade, mas vai te transformar em uma pessoa considerada ordinária pelos amigos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nem todo príncipe encantado é o cara certo




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Pressão social sobre o homem

Ao contrário do que dizem muitos desses metidos a pessoas especiais , poucas pessoas conseguem viver longe das pressões sociais. A maioria delas está morta.

Vamos considerar aqui, pressão social, como a expectativa que a sociedade faz de você e quando a sociedade se frustra quanto as projeções que faz , não é legal.

Isso para o homem está sempre direcionado para que façamos as coisas do jeito errado. Que homem nunca foi chamado de frouxo por não corresponder a expectativa de ser corajoso (burro)? Homens precisam fazer coisas idiotas o tempo todo para serem homens? O tempo todo é exagero, mas ao sexo masculino foi lhe dado a incubência de ser imprudente. Caso contrario o constrangimento pode ser brutal.

 Ao contrario do que a maioria das mulheres pensam, homens fazem coisas idiotas por basicamente dois motivos: poder e garotas. Sendo que usam o primeiro para arranjar o segundo. Para o homem é difícil ouvir uma mulher ou amigos o chamando de frouxo, viado ou qualquer adjetivo do gênero. É a sua masculinidade que esta em jogo. A honra do macho. Então fazem merda. Mas quem não faz

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Nem todo sofrimento é culpa do homem

Em minhas pesquisas sobre comportamento sexual feminino para o meu TCC (trabalho de conclusão de curso) notei algo realmente perturbador enquanto homem que sou. Que porra de mania é essa existente onde nós , machos, somos os responsáveis por todos os malditos problemas da terra.

Vai me dizer que vocês nunca ouviram uma mulher te responsabilizar pela vida infeliz que ela leva, sendo que nada a impede de ir embora quando quiser.

 Com a modernidade certamente a identidade cultural que ficou mais confusa foi a do homem. Somos exigidos a respeito de sensibilidade pelas novelas, mas no mundo real isso é visto como sinal de fraqueza. Chore na frente da sua namorada e é provável que ela não vá ver você com bons olhos.

Os homens estão confusos sobre o que é ser homem, por não mais querer serem vistos como o grande problema da humanidade. Mas as mulheres querem esse cara ? Escuto continuas histórias de companheiros que tratam suas namoradas como domésticas e garotas com namorados nada legais. Então tenho minnhas dúvidas a respeito da opinião da mulheres sobre esse macho moderno.

O interessante é que se fala muito pouco sobre o homem especificamente, a maioria dos artigos que eu encontrei sobre sexualidade trata da mulher de homossexuais, adolescentes.

Do homem heterossexual pouco se fala. É como se a gente fosse uma peça obsoleta da sociedade, mas o macho  ainda existe e estamos por aí tentando sobreviver em um mundo onde a identidade masculina é algo cada vez mais confuso.

 Não estou pedindo peninha, só acho que talvez seja hora de tirar o aspecto de vilão dos seres de pênis para que todo mundo esteja em conjunto no debate

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A lenda da culpabilidade da vítima de crimes que envolvem sexualidade

Quem nunca ouviu “foi ela que estava usando uma roupa muito provocante”, “foram esses viados que se exibiram muito”, “Ela tem 13 anos, mas sabe se insinuar”. A gente escuta muito esse tipo de coisa cretina quando o crime envolve sexualidade.

Vítimas de violência que envolvem questões de gênero, não raramente são apontadas como responsáveis por serem vítimas.

 Até ontem eu realmente achava que isso ocorria basicamente em relação ao estupro, mas hoje ao assistir uma matéria na Tv sobre dois homossexuais agredidos na avenida paulista, percebi que essa merda rola com uma diversidade de crimes bem maior. Durante a exibição dessa reportagem ouvi diversos comentários bizarros sobre como o fato do cara ser gay o fazia assumir o risco de levar uma surra na rua como um desgraçado. Ser homossexual entre quatro paredes pode, nas ruas não “existem espaços apropriados para isso” diziam as vozes.

 A prostituição infantil é outro exemplo. Muitas vezes essa prática é justificada com a ideia de “ela queria”, como se o fato do cara transar com uma guria de 10 anos de idade não o fizesse ser um doente. Quanto ao estupro, já virou um grande clichê nos tribunais o criminoso apontar para a vítima e afirmar que ela seria uma “vagabunda conhecida”. Como se o fato de uma mulher ser prostituta desse o direito a alguém de dar uma surra nela ou estuprá-la.

A culpabilidade da vítima é só mais um instrumento que visa facilitar a impunidade do criminoso. Não raramente esses crimes não são denunciados por conta do medo da humilhação que alguém pode ter em ser apontado como responsável pelo seu flagelo. Isso também de facilitar a absolvição de criminosos, afinal, juízes meio burros comem essa pilha de “ela queria” ou “o comportamento deles foi ofensivo a mim”, mas verdade seja dita, esses discursos foram criados justamente para salvarem criminosos da cadeia. E o pior é que funcionam.

Enquanto a gente continuar punindo a vítima do crime que envolve sexualidade o culpado continua circulando por aí, ferrando outras pessoas. Tudo por conta dos nossos medos e preconceitos bobos. É a típica imbecilidade crônica que governa tudo, cara.

Com informações do livro: Eu nem imaginava que era estupro por Robin Warshaw