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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

pulp - inferno

Existem poucas coisas que o faziam sentir-se bem, mas já não eram o suficiente. Como ele gostava de pensar a vida era uma droga, e não havia muito a se fazer a respeito. O lance era que o rapaz estava muito de saco cheio para ter que lidar com esses assuntos e naquela tarde havia decidido se matar.

_Isso tudo é tão entediante, vão se ferrar católicos! . gritou ele dentro de casa.

A verdade é que ele conhecia a história da bíblia onde era afirmado que os suicidas iriam para o inferno, mas ele não acreditava em Deus , nem no diabo ou em qualquer outra coisa que o valha. Para aquele rapaz que estava pensando em usar uma arma de fogo em si, só havia o mundo e o que podia ser visto. Ele quase não acreditava em átomos.

Ele puxa o gatilho, a cabeça do rapaz explode manchando as cortinas do pequeno apartamento, com certeza não é uma cena bonita de se ver. Existem pedaços de cérebro por toda a sala.

O Rapaz agora morto, irá descobrir se o inferno existe ou não, talvez ele nos conte um dia.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Contos do Beco: Tédio

Eu realmente não me importo com nada disso. Aquela garota não para de gritar comigo reclamando de falta de atenção, e só consigo rir da expressão raivosa dela com essa faca na mão.

- Você vai fazer o quê? Me matar? Faça logo essa porra, eu não ligo - É o que eu digo pra ela.

Essa é a grande verdade sobre mim: estou entediado. Talvez uma facada na barriga e um pouco de sangue jorrando me traga alguma emoção de verdade. Eu sei que é loucura, mas curto adrenalina e nos últimos tempos não tenho tido nada além dessa garota doida na minha frente dizendo que vai me matar. E eu? Só sorrio, meu coração não bate forte assim há muito tempo.

Me esquivo da primeira facada numa boa, até que eu não to tão doidão assim, e quando percebo isso fico glorificado, embora eu tenha acabado de ganhar um profundo corte de faca na mão esquerda. Cara, quanto sangue meu no chão!

Aproveito um momento de distração dela e tomo a faca das mãos da maluca, dou um beijo nela que de primeira resiste, mas depois sede numa boa. Quando tudo acaba, ainda sangrando, parto para um bar no centro da cidade. Obviamente a garota fica revoltada, e diz que eu nem devo voltar ou minha morte vai ser certa.

É claro que eu vou voltar, aquele bar do centro é meu lar, mas essa garota me diverte em dias de tédio.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cinema no beco exibe Taxi Driver

sábado, 17 de abril de 2010

O velho escroto

Quando eu era criança gostava de brincar de transar com as bonecas da minha irmã . Minha mãe muito religiosa que era, achava que eu estava possuído pelo demônio e mandou um padre me exorcizar. Hoje quando eu olho as notícias sobre pedofilia nos jornais eu penso “ainda bem que meu pai era ateu”.É que o patriarca da família achou que era tudo loucura e disse para minha mãe e o padre enfiarem o exorcismo no rabo.

Meu pai, um velho escroto e bêbado que curtia uma prostituta como ninguém. Teve como único ofício durante á vida toda a cafetinagem. Lembro da noite em que o pai apareceu lá em casa com um embrulho preto, sem descrição do que era no rótulo. Eu estava fazendo dez anos aquele dia, quando eu abri a caixa descobri uma boneca inflável.

_Agora você pode parar de usar os brinquedos da sua irmã. disse meu pai com um sorriso cretino na cara.
Obviamente eu adorei. Dois anos mais tarde meu velho me daria outro presente legal: Pediu um favor a duas garotas que trabalhavam para ele e eu perdi a minha virgindade da melhor maneira que um homem pode imaginar. Não digo isso por ter herdado a profissão do meu pai, mas eu recomendo uma profissional nessas horas, é mais prático e você aprende umas coisas novas.

Após a morte do meu pai, não tive a ilusão de que ele iria para um lugar melhor, pois o sujeito era um velho escroto, o inferno era seu lugar, mas eu gostava do velho e me divertia com ele, sinto falta do cafetão e das melhores prostitutas da cidade que ele agenciava com tanto carinho.

O que vocês querem que eu diga? Eu amava aquele filho da puta.