Eu nunca respondi bem a esse tipo de comentário. Escuto muito isso de membros da nossa comunidade nordestina até. Gente embebida com o espírito de superioridade irritante falando no nome de filósofos cujos nomes somente 1% da população brasileira sabe pronunciar.
A primeira coisa que você deve perguntar ao idiota que teve a infelicidade de abrir a boca para te encher o saco é:
_Merdinha, você sabe o conceito do termo cultura?
Obs: você tem que usar exatamente esses termos ou perde toda a diversão.
Normalmente a pessoa que inicia esse tipo de debate nunca nem ouviu falar na ideia de que cultura tem um conceito. Para agilizar as coisas eu separei para vocês essa citação do livro CULTURA Um conceito antropológico de Roque de Barros Laraia.
"Tomado em seu amplo sentido etnográfico é este todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade".1 Com esta definição Tylor abrangia em uma só palavra todas as possibilidades de realização humana, além de marcar fortemente o caráter de aprendizado da cultura em oposição à idéia de aquisição inata, transmitida por mecanismos biológicos."
Não sei se vocês notaram, mas não existe povo sem qualquer uma dessas características, ao menos não nesse planeta, então você já tem um ponto à frente do cretino, mas ele provavelmente vai argumentar que é muito amplo. A verdade é que esse conceito vai afunilando um pouco mais, entretanto eu gosto mais desse, pois é mais legal. Além do mais duvido que você esteja discutindo com alguém que não seja estúpido, então nesse momento você pode dizer:
_Você tem um melhor? Desculpe amigo, mas não é minha culpa se você não consegue entender os processos culturais. O lance é que você não tem inteligência o suficiente para entender que existem pessoas diferentes de você e do que está considerando como o ideal, além do mais seu ideal é meio chato e vem de um elitismo muito sem vergonha.
Em resumo, se você gosta de ser nordestino acerte o miserável e passe esse sentimento adiante.
Recomendação: se o cara for maior que você, seria interessante correr.
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domingo, 9 de outubro de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Fone de ouvido não mata!!!
Me diga? Salvador não precisa urgentemente de uma campanha dessas? As pessoas precisam entender que o seu direito acaba quando começa o do outro. Não interessa qual seja o ritmo musical, se está ouvindo música no celular, não seja um idiota, coloque os fones de ouvido para mostrar que existe educação nessa cidade
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Contos do Beco: Fim do mundo cool
Que droga! É a porra do fim do mundo, a terra tá tremendo, as crianças tão chorando... grande porra, vou pegar mais uma cerveja, é de graça, o dono do bar fugiu. Eu sei que hoje é o nosso ultimo dia na terra, mas eu não ligo, a terra é uma desgraça mesmo. Só quero ficar aqui em silêncio, tomando cerveja, fumando meus cigarros, mas como nada na vida é perfeito minha ex-namorada quer discutir relação.
Cara, hoje é o apocalipse, os homens deviam estar bebendo e as mulheres transando, mas ao invéz disso estou aqui ouvindo essa maluca dizer que eu sou bêbado, fumante invetererado, cafajeste. Ela ta reclamando até da minha higiene. Foda-se eu quero dar um tiro nessa moça, ela ta me fazendo perder meu momento de relaxamento apocaliptico.
_Você não fazia nada do que eu queria! . dizia ela. Claro que eu não fazia nada do que ela queria, essa mulher tentou me levar pra um show de uma banda de pagode.
Puta merda, cansei! puxo minha arma e detono a minha ex, agora sim eu posso tomar minha cerveja em paz no bar do centro da cidade. Tô tão feliz com o meu apocalipse
Cara, hoje é o apocalipse, os homens deviam estar bebendo e as mulheres transando, mas ao invéz disso estou aqui ouvindo essa maluca dizer que eu sou bêbado, fumante invetererado, cafajeste. Ela ta reclamando até da minha higiene. Foda-se eu quero dar um tiro nessa moça, ela ta me fazendo perder meu momento de relaxamento apocaliptico.
_Você não fazia nada do que eu queria! . dizia ela. Claro que eu não fazia nada do que ela queria, essa mulher tentou me levar pra um show de uma banda de pagode.
Puta merda, cansei! puxo minha arma e detono a minha ex, agora sim eu posso tomar minha cerveja em paz no bar do centro da cidade. Tô tão feliz com o meu apocalipse
terça-feira, 16 de março de 2010
Tentativas de solidão
Hoje é um dia foda pra mim, não que tenha acontecido alguma coisa excepcionalmente boa ou ruim, estou tendo um dia bem comum para ser honesto. O que ocorre é que certa tristeza me atingiu. Por qual razão? Não tenho idéia.
O importante mesmo é que eu quero ficar sozinho, sem ninguém me aborrecendo por qualquer que seja o motivo, por isso me posicionei em lugar estratégico na faculdade hoje. O local é embaixo de uma árvore que fica no estacionamento cujo muro dos fundos é voltado para um cemitério. Então, obviamente poucas pessoas vão a esta parte do prédio, já que os idiotas acham que essa área é assombrada ou coisa assim.
Eu estava pensando em como era bom estar sozinho fumando meu cigarro quando senti um tapa no meu ombro e um grito ridículo que dizia:_E aí veiii.
Era o Túlio, mas honestamente eu preferia que fosse um fantasma ou um assaltante, já que diferente do meu colega de sala, essas duas outras opções iriam embora em algum momento.
Ta aqui isolado, vei? Disse Túlio com aquela voz de retardado que só ele tem.
_Só queria fumar meu cigarro em um lugar isolado.
_É pra não ter que dividir seu Hollybomba, vei?
Neste momento eu percebi: tenho que me mandar daqui para me livrar desse infeliz.
_Eu tenho uma coisa importante pra fazer, vou indo nessa _ eu disse.
_Tudo bem vei, a gente se vê por aí.
Honestamente eu espero nunca mais ver a cara daquele cretino, ainda bem que tenho outro bom ponto de solidão na faculdade: o velho teatro. Ninguém vai lá, então, finalmente vou poder fumar o meu cigarro em paz.
Ou não. Diabos têm um monte de guri tomando vinho vagabundo no meu ponto de solidão numero dois, agora só há um lugar para onde ir: os bancos que ficam ao lado da biblioteca. Normalmente são vazios, pois ficam escondidos por uma estranha parede que aparentemente existe sem objetivo.
Inferno! Tem um casal no meu ponto de solidão numero três, em casa eu não vou conseguir ficar só, moro numa república de estudantes e a casa vive cheia, acho que vou dar uma volta por aí.
Ao sair da faculdade percebo que ninguém olha pra mim, ninguém fala comigo. Caminho mais um pouco e sinto a solidão que tanto queria. Entendi. Pode haver um monte de gente ao seu redor, mas ainda assim pode ser solitário na rua. É um conceito cruel, mas útil pra mim, além do mais não tem lei contra o cigarro na calçada.
O importante mesmo é que eu quero ficar sozinho, sem ninguém me aborrecendo por qualquer que seja o motivo, por isso me posicionei em lugar estratégico na faculdade hoje. O local é embaixo de uma árvore que fica no estacionamento cujo muro dos fundos é voltado para um cemitério. Então, obviamente poucas pessoas vão a esta parte do prédio, já que os idiotas acham que essa área é assombrada ou coisa assim.
Eu estava pensando em como era bom estar sozinho fumando meu cigarro quando senti um tapa no meu ombro e um grito ridículo que dizia:_E aí veiii.
Era o Túlio, mas honestamente eu preferia que fosse um fantasma ou um assaltante, já que diferente do meu colega de sala, essas duas outras opções iriam embora em algum momento.
Ta aqui isolado, vei? Disse Túlio com aquela voz de retardado que só ele tem.
_Só queria fumar meu cigarro em um lugar isolado.
_É pra não ter que dividir seu Hollybomba, vei?
Neste momento eu percebi: tenho que me mandar daqui para me livrar desse infeliz.
_Eu tenho uma coisa importante pra fazer, vou indo nessa _ eu disse.
_Tudo bem vei, a gente se vê por aí.
Honestamente eu espero nunca mais ver a cara daquele cretino, ainda bem que tenho outro bom ponto de solidão na faculdade: o velho teatro. Ninguém vai lá, então, finalmente vou poder fumar o meu cigarro em paz.
Ou não. Diabos têm um monte de guri tomando vinho vagabundo no meu ponto de solidão numero dois, agora só há um lugar para onde ir: os bancos que ficam ao lado da biblioteca. Normalmente são vazios, pois ficam escondidos por uma estranha parede que aparentemente existe sem objetivo.
Inferno! Tem um casal no meu ponto de solidão numero três, em casa eu não vou conseguir ficar só, moro numa república de estudantes e a casa vive cheia, acho que vou dar uma volta por aí.
Ao sair da faculdade percebo que ninguém olha pra mim, ninguém fala comigo. Caminho mais um pouco e sinto a solidão que tanto queria. Entendi. Pode haver um monte de gente ao seu redor, mas ainda assim pode ser solitário na rua. É um conceito cruel, mas útil pra mim, além do mais não tem lei contra o cigarro na calçada.
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