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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Contos do Beco: A experiência

“Como eu vim parar aqui?” perguntava-se ele apavorado, enquanto eu observava tudo rindo como um maluco.

“E por qual motivo eu to usando calcinha?” Questionou ele novamente, me levando a loucura das gargalhadas Quero ver a cara dele quando ver a garota que eu selecionei, para a experiência.

_O que você fez comigo?! . gritou a mulher apavorada, e semi-nua. Acho que ela não sabe, mas fez sexo com o cara vestido de calcinha e foi consensual eu garanto! Coisas da minha droga muito legal que eu inventei. Antes que alguém pergunte, eu não sou traficante, meu experimento envolvendo esses dois é sociológico.

_Eu não fiz nada! Tudo que eu me lembro era de estar num bar no centro da cidade e bum! Aqui estou! Juro que eu não fiz nada!

_Você abusou de mim! Seu calhorda, vou chamar a polícia!

_Eu juro que não me lembro, eu não sou esse tipo de cara, não me lembro de nada do que aconteceu ontem, juro!

Acho que a moça começou a se acalmar, ela percebeu que não se lembra de coisa alguma também.

_Você tomou alguma coisa ontem? . perguntou ela

_Um cara me deu um ácido.

_Eu também tomei um, deve ter sido isso, ficamos doidões e transamos.

_Eu sou gay! Puta merda. Sabe o que é estranho? Nunca tinha visto ninguém usando ácido naquele bar.

_Para de se lamentar, a gente tem que dar um jeito de sair dessa casa, as portas estão trancadas.

_Acho que a gente vai ser vítima de um serial killer.

Tenho que admitir esse cara é mais ou menos esperto, acho que já cheguei onde queria na minha experiência, hora de liberar os dois, vou apertar o bototão de abrir portas. Vocês não acharam que eu ia matar esses dois, acharam? Deus que horror, só vou ficar com as roupas deles, vai ser risível ver os dois sairem quase pelados pela rua

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ser Jovem e Gay


A matéria de capa da revista Veja dessa semana aborda a juventude gay atual no Brasil. Com o título "A Geração Tolerância", a matéria afirma que existe uma maior aceitação em relação ao universo gay: “nunca foi tão natural ser diferente quanto agora”. O texto segue dizendo que a orientação sexual não deixa de ser um tema complexo, pois as coisas mudam lentamente, mas que a conquista alcançada pelos jovens até agora deveria ser um exemplo para muitos adultos.

De acordo com a reportagem da Veja, os jovens encaram a homossexualidade de forma natural. Nos colégios, por exemplo, chegou a ser “feio demonstrar preconceito contra pessoas de raças, religiões ou orientações sexuais diferentes das da maioria.”

Uma pesquisa feita pelas universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj) e de Campinas (Unicamp) mostra que aos 18 anos, 95% dos jovens já se declararam gays. A maior parte, aos 16 anos. De acordo com a maior compilação de estudos já feita sobre o assunto, na geração anterior, a revelação pública pela homossexualidade ocorria em torno dos 21, 22 anos.


Uma comparação entre duas pesquisas nacionais, distantes quase duas décadas no tempo, dá uma idéia do avanço quanto à aceitação dos homossexuais no país. Em 1993, uma aferição do Ibope cravou um número assustador: quase 60% dos brasileiros assumiam, sem rodeios, rejeitar os gays. Hoje, o mesmo percentual declara achar a homossexualidade "natural", segundo um novo levantamento com 1,5 mil adolescentes de onze regiões metropolitanas, encabeçado pelo instituto TNS Research International.

Jovens retratados na reportagem (Foto: Lailson Santos)


O corpo da matéria apresenta vários relatos de adolescentes e jovens de como foi o processo de descobertas e revelações nessa fase. Para a maioria dos pais entrevistados, descobrir que o filho é gay continua sendo um choque e um processo doloroso de aceitação, mas com o tempo eles assimilam melhor a situação. O apoio da família é essencial para que o preconceito seja mais manejável em outros círculos sociais.

O começo do fim do preconceito? 
O que a matéria da Veja não mostra é a homofobia velada que ainda existe em muitas áreas da nossa sociedade. O que dizer dos números do Grupo Gay da Bahia (GGB), que apontam que o Brasil é o campeão mundial de crimes contra lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais (LGTTB’s): um assassinato a cada dois dias, aproximadamente 200 crimes por ano, seguido do México com 35 homicídios e os Estados Unidos com 25. Cadê a tolerância nessa realidade?

A Veja chega a afirmar que a militância no movimento LGTTB soa como antiquada. É devido à luta desse movimento que a homossexualidade deixou de ser considerada doença e perversão. O ativismo LGTTB é referência até hoje, e não podemos deixar que as conquistas alcançadas sejam minimizadas por esse preconceito silencioso.


Vale ressaltar que tanto a pesquisa quanto as fontes consultadas para a produção da matéria levam em consideração a realidade dos estados do Sul e Sudeste, onde o nível educacional e econômico da população é diferente de regiões como o Norte e Nordeste. Quanto maior a escolaridade, menor o preconceito. Todos os jovens e pais entrevistados na reportagem da Veja são oriundos da classe média e classe média alta, muitos universitários, ou seja, distantes do cotidiano da maioria dos brasileiros.


"À medida que as pessoas se educam e se informam, a tendência é que se tornem também mais intransigentes com o preconceito e encarem as questões à luz de uma visão menos dogmática", diz a psicóloga Lulli Milman, da Uerj. Foi o que já ocorreu em países de alto IDH, como Holanda, Bélgica e Dinamarca. Lá, isso se refletiu em avanços na legislação: casamentos gays e adoção de crianças por parte desses casais são aceitos há anos.

Mesmo com uma parcela da população se informando e se conscientizando contra a homofobia, ainda há muito que ser feito. A lei 122/06, que criminaliza a homofobia, ainda parece distante de ser aprovada. Muitos casais gays enfrentam dificuldades para adotar uma criança, ou até mesmo exercerem seus direitos como companheiros. Enquanto princípios básicos de uma sociedade democrática não forem seguidos, como respeito e justiça para todos sem discriminação de raça, cor, religião ou orientação sexual, o engajamento não deve parar.


sábado, 8 de maio de 2010

Dica Musical: Ataque 77


Com influências do Ramones, Sex Pistols e Bad Religion, a banda argentina Ataque 77 é considerada uma das mais importantes do cenário punk rock latino americano. Com 18 álbuns lançados, entre lançamentos inéditos, compilações e regravações, o grupo está em produção de um novo disco.

Iniciada em 1987, eles já passaram por diversas formações, até chegar à atual: Mariano Martínez (guitarra e voz), Leonardo "Chito" Dececco (bateria) e Luciano Scaglione (baixo).  Em março de 2009, o então vocalista Ciro Pertussi, presente na formação original, deixou de participar do grupo para se dedicar á família. 

Por possuir uma discografia tão extensa, o grupo possui algumas raridades em seus lançamentos. Em 1999, foi gravado o Otras Canciones, disco que contem versões de músicas de artistas como Legião Urbana, The Who, ABBA e até Roberto Carlos. Nesse mesmo ano, eles vieram ao Brasil pela primeira vez, em apresentação única em São Paulo.  

Karmagedon é um dos álbuns com mais destaque da banda, e foi lançado em 2007, ano comemorativo de 20 anos do grupo. Com esse lançamento, eles receberam indicação de melhor álbum no Grammy Latino. No ano seguinte, gravaram seu primeiro DVD, filmado em Buenos Aires.

Ataque 77 passou a ocupar a posição de destaque que lhe é conferida hoje após o lançamento do segundo álbum, em 1990, que projetou o grupo fora das fronteiras argentinas. Com o El Cielo Puede Esperar, os artistas realizaram uma turnê pela America do Sul e ainda conquistaram seu primeiro disco de ouro.

Eles já chegaram a dividir o palco com Iggy Pop para o show de despedida dos Ramones no estádio de River Plate em 1996.  A canção "Yo Te Amo" - que também dá nome ao primeiro demo da banda, gravado em 1988 - se converteu em um clássico, e é uma das mais pedidas nos shows até hoje.



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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Contos do Beco: A garota

Quando eu me sentei na mesa do bar percebi o quanto entediado estava, nada de interessante para fazer a não ser tomar um porre. Por isso pedi uma cerveja e acendi um cigarro, uma coisa interessante sobre os meus hollywoodys, sempre que eu acendo um não me sinto só, mesmo não tendo ninguém por perto.
_As vezes você não se cansa de estar sozinho?

_Não. Respondo eu enquanto me pergunto quem diabos é essa garota, ela devia ter seus 17 anos, e tinha aquele ar David Bowie, mas com um quê de Joan Jett, será que ela é real?

_Não perca seu tempo, você não é tão especial quanto acha, mas é isso que te torna tão cool.


_Você acha que eu sou cool?


_você sabe que é, olhe bem pra si, sentado aí nessa mesa enquanto observa o mundo sem se importar muito com o que existe ao redor, isso é ser superior, isso é ser cool.


_Sério?



_É, mas não se engane, você sempre vai ser um bastardo infeliz, mas ao menos você vai se divertir muito e ver coisas interessantes, mas a solidão vai ser sempre a sua marca.

Eu reparei naqueles olhos de Bowie da garota que era acompanhado por uma jaqueta de couro postada nos ombros dela e fiquei feliz. Será que ela é real?

_Com quem você ta conversando? . pergunta o garçom com olhar intrigado.



Foi então que eu notei que apenas eu estava na minha mesa, no final das contas ela não era real, porra de LSD!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Valerie O’Rarah em shows solo no Beco dos Artistas aos domingos


Valerie O’Rarah é uma daquelas performers soteropolitanas que durante seus shows faz mais do que dublar cantoras de sucesso. Agora ela aparece com mais uma novidade: Valerie vai estar solo, no Beco dos Artistas, todos os domingos.

Serão interpretaçãoes de Alcione e outras tantas cantoras que mobilizam o público que a assiste. Quem gosta de um bom programa, deve se lembrar que, ao lado de Gina D’Mascar ,Valerie já apresentou o ótimo quadro Caldo da VaGinna, também no Beco dos Artistas.


Além das performances memoráveis, o público tem outro motivo para se interessar pela artista:ela é a mais nova colunista do site Oxente Salvador , assumindo a coluna GLS.

Serviço:Valerie O’Rarah
Onde: Beco dos Artistas (Rua Cerqueira Lima, travessa da avenida Leovigildo Filgueiras, Garcia)
Quando: todos os domingos
Horário: 21h
Quanto: R$ 2,00 (couvert)
Informações: (71) 3329-7303

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Música e Arte


Coletânea no exterior reúne raridades do rock brasileiro dos anos 1960 e 70

Acaba de ser lançada no exterior "Brazilian guitar fuzz bananas", uma coletânea de músicas brasileiras que reúne uma série de composições obscuras e psicodélicas, de guitarras distorcidas, produzidas entre o fim dos anos 1960 e o início dos 70.

A compilação ficou por conta do brasileiro Joel Stones, que vive em Nova York há 12 anos, onde é dono da loja de discos Tropicalia in Furs. O álbum, que durou cinco anos para ser produzido até chegar ao resultado final, abre com o "Tema de Batman", onde uma voz chama o homem-morcego para combater seres alienígenas, e segue com demais raridades inusitadas e desconhecidas do grande público.

"Brazilian guitar fuzz bananas" foi lançado em vinil (com capa em 3D, acompanhada por óculos especiais) e CD, que inclui um minidocumentário.

Com informações do O Globo


Artista recria capas de discos com personagens de quadrinhos

O ilustrador Cliff Chiang inspirou-se em capas de álbuns dos anos 80 e os recriou com personagens de histórias em quadrinhos. A capa do álbum Rio, do Duran Duran, foi recriada com a Vampirella, os Jovens Titãs apareceram como O Clube dos Cinco e a Batgirl imita a capa de Purple Rain, do Prince. Cada uma das releituras custa o equivalente a R$ 34,50.


 Com informações da Revista Pegn

sábado, 1 de maio de 2010

Dica Musical: The Good, The Bad and The Queen


A partir de agora a seção Dica Musical é fixa: todo sábado você confere uma banda diferente do cenário rock e pop atual. Hoje, você fica com a “The Good, The Bad and The Queen”. Essa indicação não é tão nova assim. O grupo britânico lançou seu primeiro álbum em janeiro de 2007 e, semelhante à Them Crooked Vultures, é composto por integrantes de outras bandas já conhecidas do público.

The Good, The Bad and The Queen é formado por Damon Albarn (Blur e Gorillaz), Paul Simonon (ex-baixista do Clash), Simon Tong (ex-The Verve) e Tony Allen (baterista do Fela Kuti), com a produção de Danger Mouse (Gnarls Barkley). O nome da banda remete ao faroeste da década de 1960 (The Good, The Bad and The Ugly).

As letras de suas canções tem como tema principal a vida moderna em Londres, e traz uma mistura entre o pop inglês, jazz, hip hop americano e batidas africanas. A primeira apresentação da banda aconteceu na capital inglesa no dia 26 de outubro de 2006, cujos ingressos se esgotaram em menos de meia hora.



The Good, The Band And The Queen (2007)
01. History Song
02. '80's Life
03. Northern Whale
04. Kingdom Of Doom
05. Herculean
06. Behind The Sun
07. The Bunting Song
08. Nature Springs
09. A Soldier's Tale
10. Three Changes
11. Green Fields
12. The Good, The Bad & The Queen



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