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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Erika Lust : pornografia para mulheres

A sueca Erika Lust é produtora de filmes pornôs desenvolvidos especialmente para mulheres. Essa moça formada em formada em ciências políticas com especialização em feminismo pela Universidade de Lund, na Suécia é tem um estilo bem legal para criar pornografia.
 
 


Com a sua produtora Lust Films Erika trabalha criando filmes pornôs onde a ótica feminina está na tela e as fantasias sexuais de mulheres são representadas em seu roteiro. Ela basicamente renega a ideia de muitas feministas radicais que acreditam na pornografia apenas como mais uma forma do homem mostrar seu poder. A ideia de Lust seria criar uma discussão a respeito do que as mulheres (e os homens também) querem na hora de transar através do seu trabalho, não apenas mais uma forma de excitação sexual.

Existem muitas reclamações a respeito do machismo inserido na pornografia que é feita para homens e quase sempre por homens. Geralmente as garotas simplesmente não se identificam com aquela pessoa de bunda enorme gemendo desgraçadamente sobre um pau. Não é atoa que boa parte das fantasias realizadas no cinema pornô são direcionadas ao homem e não é por acaso que muitos caras acham que toda mulher transa como uma atriz pornô.

Filmes produzidos por Erika não são só ideologicamente necessários, mas também comercialmente. Atualmente as mulheres são as maiores consumidoras de produtos eróticos, já que a maioria dos homens são muito cagões para entrar em uma sexy shop. Entre vibradores, óleos, lâminas, você imagina seu namorado comprando alguma coisa dessas numa loja? Nos últimos anos esse tipo de pornô direcionado para mulheres está ganhando força devido a um mercado ainda carente desse produto, capitalismo baby.

Você pode achar mais do trabalho de Erika em seu site


domingo, 4 de setembro de 2011

Swing: você consegue lidar com isso?

Swing. A prática da troca de casais na hora do sexo é o que a maioria das mães brasileiras chamariam de “safadeza”, mas será que isso não pode melhorar o seu relacionamento?




Quem nunca se sentiu culpado por está fantasiando sexo com um(a) amigo(a) da parceira? A verdade é que essas coisas acontecem, fidelidade mental é um lance humanamente impossível em minha opinião. O que rola é que normalmente a gente não conta isso para os nossos parceiros. No Swing o lance seria mais aberto, pois existe uma dissociação do sexo e do amor, a prática de dar uma trepadinha visa dar vez a necessidades do casal.

No artigo Swing, o adultério consentido de Olivia von der Weid, conta muitas vezes que os casais frequentadores de casas de swing afirmam ter ganhado mais cumplicidade com o parceiro. Esses casais relatam que após começarem a praticar swing passaram a “olhar” mais um para o outro, se preocupar mais com o outro lado da relação. Nesse ponto reapareceria o amor.

Mas é claro que nem tudo são flores, em outro artigo da mesma autora é relatado que alguns homens ficam tão ansiosos com a primeira noite de Swing que simplesmente bate a paumolescencia. Não é de se espantar, já que homens são inseguros por natureza, tem medo de não serem os fodões que foram educados para ser.

Existem ainda aqueles que contratam prostitutas, ou chamam amigas para poderem ir a casa de swing sem levar as esposas. Nesse caso o Swing acaba virando apenas mais uma forma de adultério.

Acho que chamar o swing de adultério quando os membros do casal consentem com a prática exagerado, afinal, trair tem um significado muito amplo para se restringir a sexualidade. Acredito que a grande pergunta que deve ser feita quando um casal pretende participar de algo como isso é: eu consigo lidar com essa onda?



*Não se limite a esse post medíocre, você pode achar mais informações clicando nos links abaixo.

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sábado, 3 de setembro de 2011

HOBO WITH A SHOTGUN, mais uma do projeto Grindhouse

Um dos trailers falsos do projeto Grindhouse dos diretores de cinema Quentin Tarantino e Robert Rodriguez se transforma em filme de verdade, ho yes!




HOBO WITH A SHOTGUN conta a história de um morador de rua que decide fazer justiça com uma escopeta em uma cidade completamente ferrada onde sem tetos são mortos no meio da rua.

Quem assume a direção dessa trama fantástica é o canadense Jason Eisener que já tem uma certa experiência em filmes sanguinolentos. Em 2008 dirigiu o curta “Treevenge” onde árvores de natal resolvem se vingar dos humanos pelo assassinato em massa desses seres de folhas ocasionado por lenhadores. Nem as crianças se salvam (quem achou isso muito legal levanta a mão).

Não é a primeira vez que um dos trailers falsos do projeto Grindhouse vira filme de verdade. Em 2010 Machete, estrelado pelo Danny Trejo entrou em cinemas do mundo todo. Era um filme divertido que abordava questões sérias como corrupção e a política de imigração na América do Norte. E o Machete mata um bocado de gente com um facão enorme.

Para quem quer ver alguém que normalmente seria mostrado como uma vítima da sociedade ser transformado em um herói sanguinário esse filme é uma ótima pedida: HOBO WITH A SHOTGUN


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Histórias de um pedaço de roupa: a minissaia

Eu não sou um especialista em moda, mas em minha humilde opinião, as minissaias são o equivalente feminino da Jaqueta de couro para motoqueiro.




Antes de continuar com esse post vamos conceituar o que seria uma minissaia.

Tecnicamente uma minissaia seria uma saia cujo fim ficaria 10 centímetros acima do joelho, ou seja, algo que realmente permite a nós homens verem pernas de mulheres, legal não?

Essa peça de roupa tão associada a mulheres que sua mãe beata não deixaria vc namorar nunca, teria sido invenção simultânea de dois Designers Mary Quant e André Courregés. Em 1964 Quant apresentou as minissaias para o mundo em Paris, e não demora muito para que elas se tornem uma febre entre as garotas.

A minissaia acaba virando um símbolo político da revolução sexual da década de 1960. Era um tipo de marca para garotas modernas que ouviam Beatles e Rolling Stones, assim como as Jaquetas de Couro e os filmes do James Dean.




O corpo da mulher sempre foi visto como algo pecaminoso no ocidente, o que leva o homem ao erro por assim dizer. Entretanto na década de 1960 que tinha esse espírito mais transgressor, muitas mulheres colocavam minissaias e queimavam sutiens com a ideia de obter controle sobre sua sexualidade. Mostrar as pernas nessa época acaba se transformando numa forma de mostrar o quanto a mulher tem poder sobre seu corpo, mas obviamente teve muita gente que achou isso uma desculpa para piriguetagem

A minissaia hoje ainda tem sua imagem degradada, a mulher que a usa ainda pode ostentar a posição de piguete a depender do círculo social onde esteja, mas, por favor, moças não abandonem essa peça de vestuário legal e com uma história tão interessante.



*Não se limite a esse post medíocre você pode achar mais informações sobre o assunto no livro MODA - UM CURSO PRATICO E ESSENCIAL (ERIKA STALDER,STALDER, Erika e KRIETZMAN, Ariel) e no artigo OLHARES SOBRE O FEMININO: O DESEJO, O AMOR E O SEXO EM DIFERENTES TEMPOS (Lúcia Helena da Silva Joviano)

Notas sobre as reputações femininas

Eu achoessa discursão um tédio, mas ela veio povoar a minha cabeça depois que  ouvi o seguinte diálogo:

_Você viu que fulano terminou com beltrana?


_Pelo que ele me falou, descobriu o que ela fazia quando era solteira e foi embora.


_Ela não deveria ficar contando às pessoas que já transou com outros homens


_Essas mulheres que querem mostrar o quanto são modernas!


_Vamos rezar?


_Vamos.


Peço desculpas aos membros de grupos religiosos se eu os ofendi, mas eu juro que ouvi essa merda hoje.

As mulheres são estranhamente divididas entre as santas e as vadias. Como se a maior virtude feminina fosse a incrível capacidade de negar ao sexo. Isso sem dúvida é um lance de uma moral muito dúbia.

O homem adora mulher que pratica sexo casual, ou seja, sem compromisso, entretanto para uma noite apenas, nada de relacionamentos sérios com essa garota. Aparentemente, nós, do clã do Charles Bronson temos muito medo de ser traídos ou comparados com outros caras, por isso tanto medo de mulheres que transam casualmente. Aquela onda: mulher para transar e mulher para namorar.



A verdade é que um homem para poder lidar com uma mulher que já tem bastante experiência com sexo precisa ter alto confiança, ou então a neurose vai bater como uma bad trip. Na verdade boa parte dos problemas que os homens têm com as mulheres provem  de duas fontes: medo de ser corno e medo de não ter o domínio da situação.

Talvez a maior questão a respeito disso seja que as mulheres começam a temer por suas reputações e deixar de fazer coisas que acham divertidas, por medo de ficarem “faladas”. Sim, em 2011, existe ainda esse negócio de mulheres faladas. Aquelas que recebem o título infeliz de “vadia” são quase marginalizadas pela comunidade onde existem. É mais ou  menos  como se o sexo fosse algo criminalizado. A verdade é que o mundo ainda não está pronto para lidar com a individualidade de quem quer que seja.

*Não se limite a esse post medíocre, o livro TRANSFORMAÇAO DA INTIMIDADE, A: SEXUALIDADE, AMOR E EROTISMO NAS SOCIEDADES MODERNAS  de Anthony Giddens tem mais informações.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Banana do inferno: toda mulher merece um vibrador



Videocast do blog Isto é uma Banana. Desde já, pedimos desculpas por exibir essa merda.

Dica de filme: Donnie Darko

Esse filme legal conta a história de Donnie Darko, um adolescente diagnosticado com esquizofrenia que começa a ver um coelho enorme chamado Frank. Certo, vocês devem estar achando que essa é só mais uma história chata sobre alguém que fica doente e se recupera, mas não se enganem, pois eu não indicaria esse tipo de tédio fofinho.




O lance é que Frank aparenta ser muito mais do que uma alucinação de um guri com problemas, na verdade o coelho vem até Darko para lhe avisar que o mundo está prestes a acabar.

Acho que o grande mérito desse trabalho é a contestação da realidade, já que o público fica o tempo inteiro na dúvida se Darko é louco ou se as teorias a respeito de viagem no tempo são verdadeiras e o resto dos personagens é que são ingênuos. A verdade é que Frank acerta várias vezes em suas recomendações ao garoto, isso deixa a gente confuso pra porra durante o filme, mas o legal é que o próprio Darko não confia muito em Frank. Provavelmente por ele ser um cara vestindo uma fantasia horrível de coelho.

Você pode conferir ainda nesse filme a participação de Patrick Swayze interpretando Jim Cunningham. Esse personagem, que é uma mistura de Silas Malafaia com maníaco do parque, passa por situações bem desconcertantes graças ao jovem Donnie, então se você curte ver um chato da auto-ajuda ser sacaneado veja esse filme. Eu vi e curti.



A trilha sonora também tem um ponto de destaque nesse trabalho. Se você gosta de músicas da década de 1980, vai gostar dessa onda (confira o vídeo no final desse post). Eu particularmente acho que o diretor Richard Kelly, estreante na época, fez um trabalho muito foda no roteiro e na direção desse filme. Com certeza Donnie Darko (2001) já é um clássico cult.